Já há algum tempo, as redes sociais começaram a servir como uma espécie de portfólio, recrutadores passaram a pesquisar o que seus candidatos postavam nas redes e a levar isso em consideração durante processos seletivos. Exatamente por isso é importante saber os tipos de postagens em redes sociais podem fazer empregadores desistirem de contratar.

De acordo com uma pesquisa do site de anúncios de empregos CarrerBuilder, o número de companhias que eliminam candidatos de processos seletivos devido a postagens na internet vem crescendo nos últimos anos. Em 2012, 34% dos recrutadores que pesquisaram os perfis de candidatos em redes sociais disseram ter encontrado conteúdos que os fizeram desistir de contratar. Já em 2017, esse numero subiu para 70%. 

Entre os principais motivos que fizeram as empresas dispensarem os candidatos estão a divulgação de fotos provocativas e/ou inapropriadas (39% dos casos), de imagens em que eles aparecem bebendo ou usando drogas (38%) e postagens em que eles falam mal de outras organizações e empregados (30%). Além disso, os recrutadores também observam se o candidato consegue se comunicar bem e como anda a sua gramática.

Outra postagens em redes sociais podem fazer empregadores desistirem de contratar são:

  • Discursos de ódio, intolerância, preconceituoso, difamador ou caluniador;
  • Comentários ofensivos a posicionamentos político ou religioso de outros usuários da rede;
  • Discursos pessimistas ou muita reclamação, pois indica que o candidato apenas possui foco nos problemas.

No entanto, esse tipo de pesquisa feita por parte das empresas também tem seu lado bom, uma em cada três companhias relatou ter encontrado nas mídias sociais postagens que influenciaram de forma positiva na contratação de funcionários. Entre elas estão postagens que indicam senso de adequação cultural (46%), que reforçam qualificações (45%) e passam uma imagem profissional (43%).

E se você está pensando em simplesmente “sumir” das redes sociais, a pesquisa concluiu que 57%  dos recrutadores têm menos probabilidade de telefonar para alguém se o candidato não possui um perfil público para ser “analisado”.